29 de fevereiro de 2016

Mein Kampf, obra de Hitler, deve ser proibida?

No mês passado, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a proibição do lançamento nacional de Mein Kampf, obra que começou a ser escrita por Hitler enquanto esteve na prisão. 

Parece consenso que a intenção do MPE não é ruim. O objetivo é impedir a proliferação de ideias nazistas em pleno século XXI – uma motivação bastante plausível. E é bem por isso que a ação representa um imenso equívoco 

 
Murilo Cleto, Revista Fórum

Na sua Introdução a uma vida não-fascista, que prefacia O Anti-Édipo de Deleuze e Guattari, o filósofo Michel Foucault lista uma série de princípios para, segundo ele, uma “arte de viver contrária a todas as formas de fascismo”. “Não caia de amores pelo poder” é um deles. De acordo com Foucault, não se trata apenas de eliminar o fascismo histórico de Hitler e Mussolini, mas aquele “que está em todos nós, que ronda nossos espíritos e nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos faz gostar do poder, desejar essa coisa mesma que nos domina e explora”.

A preocupação de Foucault tem fundamento. De todas as doutrinas políticas forjadas pela contemporaneidade, o fascismo é a menos política de todas. Quer dizer, antes de ser político, o fascismo foi um movimento sanitário e até artístico. Em Arquitetura da Destruição, o cineasta Peter Cohen demonstra como o discurso cientificista do nazismo construiu uma narrativa que soube cruzar velhos preconceitos com novas teorias estéticas. E vez ou outra ele está às portas como solução para as mais diferentes crises que regimes politicamente liberais têm enfrentado desde o fim da Segunda Guerra. Mas não é preciso ir muito longe: o apreço pelo poder e pela “hierarquização piramidal”, como sustenta, nos faz verdadeiros fascistas em potencial. No limiar do século XX, Freud já dizia que democracias são exceção – e não regra – na história das civilizações.

No dia 29 de janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma ação cautelar que pedia a proibição do lançamento nacional Mein Kampf, obra que começou a ser escrita por Adolf Hitler enquanto esteve na prisão, antes de tornar-se o fürer que liderou um dos mais brutais genocídios de toda história. Com os 70 anos de sua morte, o título entrou em domínio público e passou a ser cobiçado pelas editoras. A decisão judicial foi favorável ao MPE-RJ e ainda estipulou multa de R$ 5 mil para quem desrespeitá-la.

Parece consenso que a intenção do MPE não é ruim. O objetivo é impedir a proliferação de ideias nazistas em pleno século XXI – uma motivação bastante plausível. E é bem por isso que a ação representa um imenso equívoco. Em primeiro lugar, porque a obra pode ser facilmente encontrada online e a plataforma nas livrarias seria só mais uma delas. Em segundo, porque a decisão abre um precedente terrível sobre outros autores frequentemente – e nem sempre com razão – associados à barbárie. Com a ascensão de uma vigilância cada vez mais acirrada em torno de uma ideia bem ruim de “ideologia”, não seria de se estranhar caso autores como Gramsci e Beauvoir também tivessem suas obras censuradas por seguidores do movimento Escola Sem Partido e afins. Em terceiro, porque a proibição não produziria outro efeito senão o aumento da procura da obra, alimentando ainda mais teorias conspiratórias revisionistas que transformam nazistas em vítimas.

Em quarto lugar, e talvez mais importante, é preciso considerar que um pressuposto nocivo circunda a experiência totalitária nazifascista do século XX: o de que ela foi uma espécie de acidente na história do mundo. E não foi. Hitler costuma ser pintado como uma figura monstruosa, louca, até esquizofrênica, para limpar a barra da humanidade neste lamentável capítulo de sua trajetória. E poucas coisas são tão nocivas para a extinção do fascismo, inclusive deste que Foucault alertou estar em todos nós, do que este isolamento, historicamente desonesto e politicamente irresponsável.

Talvez uma das cenas mais chocantes de A Queda, longa metragem alemão sobre as últimas horas de Hitler no apagar das luzes do conflito contra os Aliados, seja quando o casal Goebbels decide tirar a vida dos próprios filhos com morfina e cianureto porque eram “bons demais” para habitar um mundo com o nazismo derrotado. A sequência atordoa espectadores não por causa da frieza da mãe, que é quem os envenena, mas justamente pelo poder que aquela convicção exerceu diante de uma ação tão difícil, mesmo para supremacistas. Por essas e por outras, A Queda é um filme necessário para desconstruir a embalagem desumana com que nazistas costumam ser envoltos e apresentados aos contemporâneos.
 
 
 
 
Fonte: Pragmatismo Político

26 de fevereiro de 2016

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Fonte: Thomson Reuters












25 de fevereiro de 2016

Nazaré da Mata - Terra do Maracatu

 UMA CIDADE QUE VALORIZA A SUA CULTURA E A DOS SEUS ARTISTAS


 Maracatu


O Encontro dos Maracatus tem seu início no Parque dos Lanceiros e percorre as principais ruas da Cidade, até a Praça Papa João XXIII, popularmente conhecida como Praça da Catedral, para a apoteose do desfile, onde cada Mestre de Maracatu apresentará suas loas e os caboclos de lança realizarão suas evoluções com seus chocalhos, sob suas golas coloridas, e empunhando as imensas lanças adornadas com fitas, complementavam a “coreografia” do baque solto, ao som de sambadas marcadas por taróis e tambores.

A beleza das evoluções do Maracatu, um fenômeno singular, poderoso, mágico, cósmico, tocando o nosso inconsciente coletivo. É a alma do povo de Nazaré da Mata, irrompendo na vertigem alucinante dos chocalhos dos caboclos de lança em suas evoluções.

O Maracatu, uma das mais antigas tradições da cultura popular do Estado de Pernambuco, e tem oficialmente, a sua comemoração marcada no dia 1.º de Agosto.

A data dedicada ao folguedo homenageia o nascimento do Mestre Luiz de França, do Maracatu Leão Coroado, eleito Patrimônio Vivo de Pernambuco pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.

No Estado de Pernambuco, a Lei Estadual n.º 11.506, datada aos 22 dias do mês de Dezembro do ano de 1997, não podia ser mais sucinta. Institui em Pernambuco o dia 1.º de Agosto como ‘Dia Estadual do Maracatu’ e revoga todas as disposições em contrário.
 

 MARACATU RURAL - Maracatu Rural é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana no qual figuram os conhecidos caboclos de lança. É conhecido também por Maracatu de Baque Solto. Distingue-se do Maracatu Nação ou Maracatu de Baque Virado, em organização, personagens e ritmo.

O Maracatu Rural mais antigo do Brasil é o Cambinda Brasileira. O grupo foi fundado em 1898, e sua Sede permanece no mesmo lugar, no Engenho do Cumbe, Nazaré da Mata, Zona da Mata de Pernambuco.

Os principais personagens do Maracatu Rural são: Caboclos de lança (ícones do Carnaval de Pernambuco), Catirina, Mateus, Catita, Reis e Rainhas. Os principais e mais tradicionais Grupos de Maracatu Rural de Nazaré da Mata, são: 

Maracatu Leão Brasileirinho;
Maracatu Leão Dourado;
Maracatu Águia de Ouro;
Maracatu Leão de Ouro;
Maracatu Leão Africano;
Maracatu Leão Formoso;
Maracatu Leão Misterioso;
Maracatu Leão Cutural;
Maracatu Piaba Dourada;
Maracatu Leao Nazareno;
Maracatu Estrela Brilhante;
Maracatu Águia Misteriosa;
Maracatu Cambinda Nova;
Maracatu Leão da Selva;
Maracatu Leão Faceiro;
Maracatu Águia Dourada;
Maracatu Estrela da Tarde;
Maracatu Cambinda Brasileira (o Maracatu mais antigo do Brasil);
Maracatu Coração Nazareno (Maracatu formado apenas por mulherse);
Maracatu Sonho de Criança (Maracatu formado apenas por crianças).

MARACATU FEMININO - CORAÇÃO NAZARENO - Este tem um diferencial dos demais, por ser formado unicamente por mulheres que veem na expressão cultural, uma oportunidade de garantir a continuidade deste folguedo popular para as novas gerações, além de possibilitarem a formação de agentes culturais. Através das oficinas de artes as mulheres confeccionam toda a indumentária e adornos necessários para o desfile do maracatu.
 

O Maracatu Coração Nazareno é uma forma de levar a delicadeza, a leveza, feminilidade e a fortaleza da mulher a um ambiente formado prioritariamente por homens. Tendo sido fundado no ano de 2004 e teve sua primeira apresentação em 2005, no Encontro de Maracatus na Cidade Tabajara em Olinda.

Outras apresentações: Abertura do 8º Congresso de Recursos Humanos/Centro Convenções Olinda/2005, Abertura da Feira de Economia Feminista Solidária de Pernambuco/Estação Central Ferroviária/2007, Gravação do CD - A Rosa do Maracatu e apresentações nos Carnavais de diversas Cidades.

MARACATU MIRIM - SONHO DE CRIANÇA - Mantém para as próximas gerações a beleza da Festa. Em um mundo cada vez mais globalizado, um dos maiores desafios de qualquer Cidade é com certeza, conseguir, manter a sua tradição cultural. E com Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, do Estado de Pernambuco, não é diferente. A cidade dos Maracatus Rurais, popularmente conhecida como ‘Terra do Maracatu’, está longe de perder o brilho e encantamento dos seus caboclos de lanças. Desde o não de 1997, o Maracatu Mirim - Sonho de Criança, composto por mais de 70 crianças entre 10 e 14 anos, tem a missão de manter viva a herança centenária do Maracatu de Baque Solto, ou Maracatu Rural.
 
  
Segundo informações da Prefeitura Municipal de Nazaré da Mata, através da Secretaria de Turismo e Cultura, os meninos têm encontros e ensaios semanais com o mestre do Maracatu. E tudo isso tem mais de um objetivo, uma vez que além de dar continuidade à cultura da Cidade, ainda evita que os meninos pratiquem coisas erradas, desta feita a dupla finalidade acaba preservando a tradição, mantendo firmes os laços culturais e a valorização o Maracatu Rural.
 
 
O cortador de cana-de-açúcar Manoel Galdino, 45 anos, é o grande professor dos garotos do Maracatu Mirim. Com mais de 30 anos de vivência com os Maracatus de Nazaré da Mata, ele é o responsável por organizar, ensinar e treinar as manobras com os jovens. “A maioria busca aprender porque quer mesmo. É algo que vem das raízes deles. Não tem esforço nenhum aqui. As coisas são naturais. Eles aprendem com o tempo, brincando. É claro que tem os mais danados, mas isso é normal”, detalhou.

SAMBADAS NO PARQUE - Na atual gestão, capitaneada pelo Prefeito Constitucional do Município de Nazaré da Mata, Nado Coutinho, foi criado o Projeto ‘Sambada do Parque’, que vem sendo brilhantemente realizado com grande sucesso no Parque dos Lanceiros, que é um belíssimo equipamento temático em referência ao Maracatu Rural, onde trabalhadores da cana-de-açúcar, protagonizam uma das principais manifestações da cultura de Nazaré da Mata e de Pernambuco.
 
  
As ‘Sambadas no Parque’ contam com a participação de personagens do Maracatu Rural, ‘os Mestres do Maracatu’, que realizaram um embate, de louas, rimas e versos, “as sambadas”, além de muitas cores e luzes, proporcionando aos espectadores um verdadeiro espetáculo explorando ‘a beleza desta arte’, o objetivo do evento é difundir e fortalecer a cultura e as tradições locais.

Para maiores informações sobre o “Maracatu”, contate-nos: 

PREFEITURA MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA
Rua Marechal Dantas Barreto, 1338, Centro, Nazaré da Mata - PE.
CEP.: 55.800-000
Site: www.prefeituranazaredamata.com.br/
Fones: (081) 3633-1336.

SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO E CULTURA
Espaço Cultura Poeta Mauro Mota
Rua Barão de Tamandaré, S/N, Centro, Nazaré da Mata - PE.
CEP.: 55.800-000

23 de fevereiro de 2016

Parque do Peixe-Boi-Marinho - Itamaracá

Centro de Mamíferos Aquáticos na Ilha de Itamaracá: parque temático do peixe-boi. 


 O Parque temátio do Peixe-Boi-Marinho fica localizado ao sul da ilha de Itamaracá, também conhecido por 'Projeto Peixe-Boi', sendo um projeto ambiental criado pelo IBAMA com objetivo de estudar e preservar a espécie. Fica situado próximo ao Forte Orange, onde os animais são identificados, tratados e reabilitados para voltar ao habitat natural. O visitante terá acompanhamento de guias e poderá assistir ao cinema com projeções de documentários, além de contar com lojinhas de souvenires.


  
 Atrativos: abriga oceanário aberto a visitação e museu temático. Serviço: Projeto Peixe-Boi-Marinho, Próximo ao Forte Orage
Endereço: Rod PE 001 - Forno Da Cal, Itamaracá - PE
Telefones: (81) 3544-1056 / 3544-1948
http://www4.icmbio.gov.br/cma/
cma.sede@icmbio.gov.br
E-mail biblioteca:bibliotecacmaicmbio@gmail.com




 

Fonte: Pe de A a Z
Foto: acerbo CMA e Fabia Luna.

18 de fevereiro de 2016

COTAÇÕES: Dólar, Euro, Libra e Peso

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