27 de agosto de 2016

Duran Duran marca show para Brasil em março

A volta do Duran Duran ao Brasil está definida.

Foto: Divulgação

A banda inglesa chega ao país em março. O "fã" que mais gostou da notícia foi o Lollapalooza, que já abriu o line up para o grupo entrar. Só falta o quarteto decidir se integra o festival ou se faz turnê solo.

O Duran Duran já tocou em festivais brasileiros, hoje extintos. Em 1988, foi um dos headliners do Hollywood Rock. Há cinco anos, fez show no SWU.

O retorno da banda inglesa ao país serve para promover "Paper Gods", disco mais recente, lançado no ano passado. "Pressure Off" é o primeiro single do álbum.

Carreira de hits

Em 38 anos de carreira, o Duran Duran carrega mais de uma dezena de hits. O primeiro é "Planet Earth", de 1980, que estreou o investimento em videoclipes superproduzidos, e transformou o grupo em referência no gênero.

Depois vieram sucessos como "Careless Memories" e "Girls on Film". O então quinteto virou um dos principais nomes da chamada new wave. Características do movimento eram sonoridade que unia rock, pop e dance music, e visual que "caprichava" nas cores e nos penteados.

A produção do Duran Duran na década de 1980 rendeu também outros hits, como "Save a Prayer", "Hungry Like the Wolf"e "A View to a Kill", este composto para o filme "Na Mira dos Assassinos", de 1985, da série James Bond.

Mais atrações

O Lollapalooza brasileiro de 2017 acontece nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo, no autódromo de Interlagos. Nada oficial foi anunciado ainda, mas o Destak apurou que Metallica, The Strokes e Rancid já estão confirmados no line up.



 
Destak Jornal

Em uma semana, PE tem 1.391 novos casos de arboviroses

Em uma semana, 564 novos casos de chikungunya foram confirmados em Pernambuco, aumentando de 20.677 para 21.241 a quantidade de pessoas que tiveram exames laboratoriais positivos para a arbovirose.
Em relação à dengue, o número de confirmações aumentou 827 na última semana, pulando de 25.433 para 26.260. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e corresponde ao período entre 3 de janeiro e 20 de agosto de 2016.

Ainda segundo o boletim, neste período foram notificados 51.560 casos de chikungunya no Estado, sendo descartados 9.926 deles. No mesmo período de 2015, foram notificados apenas 375 casos.

Já em relação à dengue, entre 3 de janeiro e 20 de agosto de 2016, houve 97.801 notificações, sendo 32.232 descartados. Em 2015, foram 48.657 confirmações.

O número de confirmações de zika continua o mesmo: 147, enquanto as notificações aumentaram de 10.809 para 10.856 em apenas uma semana.

O número de mortes causadas por arboviroses aumentou de 79 para 80 na última semana, sendo 46 com exame positivo para chikungunya, 23 para dengue e 11 com para ambas as doenças. Em 2015, no mesmo período, foram 63 mortes confirmadas para dengue.

Microcefalia

No boletim divulgado ontem pela SES foi mantido o número de casos confirmados de microcefalia: 378. Este dado é relativo ao período compreendido entre 1º de agosto de 2015 e 20 de agosto de 2016. Outros 293 estão sob investigação. Com relação às mortes, foram notificadas 88, na última semana, três a mais do que no levantamento anterior.



Destak Jornal
Foto: Divulgação

24 de agosto de 2016

COTAÇÕES: Dólar, Euro, Libra e Peso.

COMPRAVENDAVARIAÇÃO
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Dólar tur.3,16003,3100-2,65%
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Fonte: Thomson Reuters

ITÁLIA: Terremoto na madrugada de hoje deixa dezenas de mortos

Ao menos 38 pessoas morreram no terremoto de 6,2 graus de magnitude que abalou a região central da Itália na madrugada desta quarta-feira (24), informa a imprensa local.

© Foto: AFP

O número de vítimas fatais pode ser ainda maior, já que muitas pessoas estão presas nos escombros dos edifícios que desabaram nas pequenas cidades de Amatrice e Accumoli, na região do Lacio, e Arquata del Tronto, na região de Marcas, as três mais afetadas pelo terremoto.

O prefeito de Accumoli, pequena localidade próxima ao epicentro do terremoto, afirmou que a cidade ficou praticamente destruída, com muitas pessoas sob os escombros.

O governo nacional convocou o exército para os trabalhos de resgate, muito complicados porque a região afetada é montanhosa e de difícil acesso.

O primeiro-ministro italiano Matteo Renzi cancelou todos os compromissos no exterior, em particular a participação nesta quarta-feira em uma reunião dos socialistas europeus em Paris.

© Emiliano Grillotti/Reuters

O número de vítimas fatais pode ser ainda maior, já que muitas pessoas estão presas nos escombros dos edifícios que desabaram nas pequenas cidades de Amatrice e Accumoli, na região do Lacio, e Arquata del Tronto, na região de Marcas, as três mais afetadas pelo terremoto.




msn/AFP


RECIFE: Projeto repara 10 km de calçadas

Lidando diariamente com passeios públicos esburacados e deteriorados, pedestres com deficiências de locomoção poderão ter um pouco mais de comodidade para circular no Recife. 

Previstas para começar ainda este ano, as obras, orçadas em R$ 11 milhões, em 10,9 km de calçadas em 12 importantes vias da cidade, tiveram o edital de licitação publicado ontem no "Diário Oficial do Município".

Além da recuperação do piso, serão realizadas soluções com rampas de acessibilidade, percursos legíveis, preservação dos passeios históricos, paisagismo, entre outras melhorias. O objetivo é garantir a conectividade com a rede de transporte público. A pavimentação dos passeios será feita em concreto moldado in loco e bloco intertravado, respeitando as características de cada rua.

As primeiras vias atendidas serão: avenida Oliveira Lima (Soledade); avenida Mário Melo (Santo Amaro); estrada do Forte do Arraial Novo do Bom Jesus e rua Carlos Gomes (Cordeiro); ruas do Riachuelo, dos Coelhos e João Lira (Boa Vista); rua Arquiteto Luiz Nunes (Imbiribeira); avenida Barão de Souza Leão (Boa Viagem); ruas Augusto Calheiros e Santos Araújo (Afogados) e a rua Maria Irene (Jordão).

De acordo com a presidente da Empresa de Urbanização do Recife (URB), Norah Neves, a escolha das vias foi feita seguindo diretrizes específicas. "Vamos nivelar a rua com a calçada, proibir o estacionamento dos carros nos trechos em que as árvores estiverem ocupando o espaço dos pedestres. Vamos garantir a preservação de árvores antigas e calçadas históricas", concluiu a gestora.

Estas obras fazem parte de um projeto que prevê a requalificação de 134 km de calçadas e mais 56,3 mil m² de largos de toda a cidade. Ao todo, serão 114 ruas e 12 largos. Estão previstos mais de R$ 105 milhões destinados à iniciativa.




Destak Jornal
Foto: Divulgação

21 de agosto de 2016

A criança mais bonita do mundo cresceu e continua linda; confira

Foto: Divulgação Instagram

Quem viveu o início dos anos 2000 certamente lembra-se de diversas campanhas publicitárias de grandes marcas que utilizaram a face infantil de Thylane Blondeau como a imagem principal da propaganda. Na época, a francesa tinha 4 anos e, por conta da beleza de seu rosto, chegou a ser aclamada por revistas de moda internacional como a criança mais bonita do mundo.

Agora com 15 anos, Thylane se transformou em uma modelo de sucesso, tendo um contrato com a IMG Models, uma das empresas mais conceituadas da área.

Vale recordar que há alguns anos, a jovem esteve envolvida em uma polêmica, pois a edição francesa da revista Vogue foi acusada de sensualizar a imagem da criança. Na publicação, a pequena aparecia maquiada e com roupas curtas.

Hoje Adulta mostra a sua competência como modelo profissional e também faz parte do Instagram @thylaneblondeau. 




Fama ao Minuto

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COMPRAVENDAVARIAÇÃO
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Fonte: Thomson Reuters

17 de agosto de 2016

Polícia do Rio vai a hotel e prende executivo do COI por máfia de ingressos

Envolvido na máfia de ingressos, executivo do COI é preso em hotel no Rio

ESPN.COM.BR
A polícia do Rio prendeu na manhã desta quarta-feira um importante membro do Comitê Executivo do COI, Patrick Hickey. Ele é também presidente do Comitê Olímpico da Irlanda. O dirigente foi preso em um dos luxuosos hotéis da chamada "Família Olímpica", na Barra da Tijuca. Ele é acusado de envolvimento numa máfia de venda ilegal de ingressos.

Hickey é presidente do comitê irlandês desde 1989 e tem grande trânsito com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach. O dirigente está hospedado no mesmo hotel em que Patrick foi preso. 

Também tiveram a prisão decretada Ken Murray, Michael Glynn e Eamon Collins, todos da empresa Pro 10, credenciada para venda de ingresso na Olimpíada.

"Uma dinâmica que já havia sido identificada na Europa, mas não havia sido materializada. Já havia indiícios de que isso acontecia. Ingressos que eram repassados para os comitês eram revendidos por eles a preços maiores, através de empresas criadas pelos mesmos e seus parceiros", disse o delegado titular do Núcleo de Apoio aos Grandes Eventos (Nage), Ricardo Barboza.

Na última segunda-feira, a Justiça já havia decretado a prisão de quatro executivos da empresa irlandesa THG, parceira do COI até a Olimpíada de Londres. Entre eles, o dono do grupo, Marcus Evans e o milionário inglês Martin Studd, acusados de praticar venda ilegal de ingressos em eventos esportivos.

A operação provocou visita do ministro do Esporte da Irlanda ao Brasil, Shane Ross. A autoridade se reuniu com Hichey, pedindo investigação paralela e independente sobre o esquema. Mas, para a surpresa dos jornalistas irlandeses, após o encontro, o ministro informou que o presidente do Comitê Olímpico da Irlanda se negou a aprofundar as investigações.

GETTY

Na última segunda-feira, a Justiça já havia decretado a prisão de quatro executivos da empresa irlandesa THG, parceira do COI até a Olimpíada de Londres. Entre eles, o dono do grupo, Marcus Evans e o milionário inglês Martin Studd, acusados de praticar venda ilegal de ingressos em eventos esportivos.

A operação provocou visita do ministro do Esporte da Irlanda ao Brasil, Shane Ross. A autoridade se reuniu com Hichey, pedindo investigação paralela e independente sobre o esquema. Mas, para a surpresa dos jornalistas irlandeses, após o encontro, o ministro informou que o presidente do Comitê Olímpico da Irlanda se negou a aprofundar as investigações.

As prisões foram decretadas pelo Juizado Especial do Torcedor. Todos foram indiciados pelos crimes de facilitação de cambismo, marketing de emboscada e formação de quadrilha.

ESPN.COM.BR
Os outros presos

Marcus Evans é dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 bilhões. Suas companhias estão em 23 países ao redor do mundo, com mais de 3 mil funcionários. Os mandados de prisão são decorrentes de operação realizada na semana passada pelo Núcleo de Apoio aos Grandes Eventos (Nage) em que o irlandês Kevin James foi preso. Com ele, a polícia apreendeu 813 ingressos que seriam vendidos ilegalmente na Olimpíada. Ele é funcionário da THG, empresa que comercializa ingressos para eventos esportivos em todo o mundo.

Segundo delegado que participa da operação, Aloysio Falcão, no dia da prisão de Kevin, os executivos se falaram durante todo o tempo. Marcus Evans era chamado pelo preso como Paul Bruce. Ele, que também é dono de um time de futebol Ipswich Town, na Inglaterra, estava com viagem programada para o Brasil, mas após a operação, desistiu de vir.

Os outros executivos que tiveram mandado de prisão decretado no início da semana foram David Gilmore, irlandês, e Marteen Van Os, holandês e braço direito de Evans na Europa. Ele controla, segundo a polícia, 20 empresas do grupo.

Clientes enganados

Na cerimônia de abertura, a empresa lesou diversos clientes. Pelo menos sete vítimas do grupo foram ouvidas pela polícia. Pessoas que compraram o pacote para assistirem à cerimônia com coquetel prévio no Copacabana Palace, na zona sul, mas que acabaram recebendo uma festa menor, em hotel na Barra da Tijuca. A estimativa da polícia é que somente na abertura, eles teriam faturado R$ 10 milhões.

Segundo a imprensa estrangeira, na Eurocopa de 2016, a THG, foi a empresa escolhida para comercializar os ingressos.




ESPN/UOL

Escola Superior de Advocacia da OAB-PE lança programa de idiomas e intercâmbio para advogados

Programa Atravessando Fronteiras funciona em parceria com as escolas de idiomas ABA, Aliança Francesa, Dante Alighieri e Instituto Cervantes



Possibilitar que o advogado adquira maiores conhecimentos em língua estrangeira na área de Direito, no Brasil ou no exterior. Este é o objetivo do programa Atravessando Fronteiras, que acaba de ser lançado pela Escola Superior de Advocacia de Pernambuco de Pernambuco (ESA-PE), da OAB-PE. A instituição firmou parceria com as escolas de idioma ABA, Aliança Francesa, Dante Alighieri e Instituto Cervantes para oferecer descontos em cursos de língua, instrumental jurídico, além de intercâmbio e cooperação internacional.

“Aprender um idioma abre novas portas no mercado de trabalho além de possibilitar ao advogado o acesso a um mundo de literatura que ele não tinha conhecimento ainda”, afirma o diretor geral da ESA-PE, Carlos Neves. Além do curso presencial na ESA, em Recife, a parceria possibilita que o advogado viaje para realizar intercâmbio nos Estados Unidos, Espanha, França e Itália. “Queremos tornar isso acessível, com um custo mais baixo. Pensamos em algo de até 30 dias para que o advogado aproveite seu tempo de férias ou recesso para conciliar turismo e estudo”, complementa.

O ABA vai oferecer curso jurídico, ministrado na própria ESA-PE, com carga horária de 42,5 hora/aula. Além disso, quem deseja realizar intercâmbio e cooperação internacional tem duas opções de pacote. Um deles é estudar Orientação ao Direito na University of California, Davis School of Law. O curso tem duração de quatro semanas e mais de 170 horas de programa. A outra opção é o Programa de Estudos em Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário, na American University, Washington College of Law. Com três semanas, o curso possui 64 horas de programa.

Para quem quer aprender espanhol, o Instituto Cervantes oferece curso na ESA-PE, com carga horária de 30 horas/aula, e intercâmbio de quatro semanas na Universidade de Salamanca, na Espanha. Neste, são 40 horas/aula de curso de língua e 40 horas de Direito Espanhol. Já em parceria com a escola Dante Alighieri, a ESA oferece um curso de extensão universitária de quatro semanas na Scuola Di Italiano Dante Alighieri da Universidade de Camerino, na Itália. A carga horária é formada por 40 horas de Direito Italiano e 40 horas de curso de língua italiana.

Por meio da Aliança Francesa, o profissional da advocacia poderá cursar francês e Introdução ao Direito na Universidade de Perpignan, na França. São três semanas de aula, com 60 horas de programa. “O tempo que você passa fora te alça a um nível de aprendizado muito maior. E com o seu repertório enriquecido, o profissional pode trazer os exemplos de fora para a sua prática diária”, destaca Carlos Neves.

Todos os advogados adimplentes de Pernambuco podem participar das aulas e intercâmbios. As inscrições podem ser realizadas no sitewww.esape.com.br. Para maiores informações, é só ligar (81) 3224-2425.

Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE)

Endereço: Rua do Imperador Dom Pedro II, nº 307 - Santo Antônio, CEP: 50010-240 - Recife/PE
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11 de agosto de 2016

O que é a Gentrificação e por que você deveria se preocupar com isso

Gentri o quê? É possível dizer que toda cidade grande possui, no mínimo, um caso de Gentrificação para estudo. Talvez você já tenha passado por essa situação. Mas, se não passou, vai entender que é a história de muita gente


Emannuel Costa, COURB

Para entender gentrificação imagine um bairro histórico em decadência, ou que apesar de estar bem localizado, é reduto de populações de baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada muito atrativo para fazer… Enfim, lugares que você não recomendaria o passeio a um amigo.

Imagine, porém, que de um tempo para cá, a estrutura deste bairro melhorou muito: aumentou a segurança pública e agora há parques, iluminação, ciclovias, novas linhas de transporte, ruas reformadas, variedade de comércio, restaurantes, bares, feiras de rua… Uma verdadeira revolução que traria muitos benefícios para os moradores da região, exceto que eles não podem mais morar ali.

É que, depois de todos esses melhoramentos, o valor do aluguel dobrou, a conta de luz triplicou e as idas semanais ao mercadinho da esquina ficaram cada vez mais caras, ou seja, junto com toda a melhora, o custo de vida subiu tanto que não cabe mais no orçamento dos atuais moradores. E o mais cruel de tudo é perceber que, enquanto o antigo morador procura um novo bairro, pessoas de maior poder aquisitivo estão indo morar no seu lugar.

Talvez você já tenha passado por essa situação. Mas, se não passou, deve imaginar que é a história de muita gente. E o nome dessa história é gentrificação.

Gentri o quê?

Gen-tri-fi-ca-ção. Vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O termo surgiu nos anos 60, em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora. Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento, aburguesamento ou elitização de uma área… Mas nós preferimos ficar com o aportuguesamento do termo original.

Como funciona?

Um processo de gentrificação possui bastante semelhança com um projeto de revitalização urbana, com a diferença que a revitalização pode ocorrer em qualquer lugar da cidade e normalmente está ligada a uma demanda social bastante específica, como reformar uma pracinha de bairro abandonada, promovendo nova iluminação, jardinagem, bancos… E quem se beneficia da obra são os moradores do entorno e, por tabela, a cidade toda.

A gentrificação, por sua vez, se apoia nesse mesmo discurso de “obras que beneficiam a todos”, mas não motivada pelo interesse público, e sim pelo interesse privado, relacionado com especulação imobiliária. Logo, tende a ocorrer em bairros centrais, históricos, ou com potencial turístico.

O processo é bastante simples: suponha, que o preço de venda de um imóvel num bairro degradado seja 80 mil. Porém, se este bairro estivesse completamente revitalizado, o mesmo imóvel poderia valer até 200 mil. Há, portanto, uma diferença de 150% entre o valor real e o valor potencial do mesmo imóvel, certo? Agora imagine qual seria o valor potencial de um bairro inteiro?

É exatamente nesta diferença entre o potencial e o real, que os investidores imobiliários enxergam a grande oportunidade para lucrar muito investindo pouco. Mas para que tudo isso se concretize, é necessário que haja um outro projeto, o de revitalização urbana, e este, sim, é bancado com dinheiro público, ou através de concessões públicas. Os governantes também costumam enxergar no processo de gentrificação uma grande oportunidade: de justificar uma obra, se apoiar no interesse privado da especulação imobiliária para promover propaganda política de boa gestão.

E aonde acontece?

Em muitos lugares. Talvez seja possível dizer que toda cidade grande possui, no mínimo, um caso para estudo. Evidentemente existem alguns exemplos mais clássicos, em virtude da fama e influência que algumas cidades possuem, ou por conta do contexto histórico envolvido. Vamos destacar rapidamente dois deles:

1. Williamsburg (Nova York, EUA)

Até meados da década de 1990, Williamsburg era apenas mais um bairro residencial do distrito do Brooklyn, cujo único atrativo era sua paisagem – o famoso skyline da Ilha de Manhattan. Foi nessa época que artistas e artesãos locais migraram para o bairro em busca de aluguéis baratos e boa localização. Este movimento se intensificou até virar um dos maiores casos de gentrificação que se tem conhecimento: hoje, é um dos bairros mais badalados do mundo, que dita algumas das referências de moda, música, arte e gastronomia da sociedade ocidental. O processo foi tão grande que alguns dos próprios gentrificadores, precisando fugir do alto custo de vida, se mudaram para o bairro vizinho, Bushwick, que atualmente passa um processo quase idêntico ao de Williamsburg no começo dos anos 2000.

2. Friedrichshain (Berlim, Alemanha)

Após a queda do muro de Berlim, houve uma grande migração dos moradores de bairros da parte oriental – como Friedrichshain, para a parte capitalista da cidade, em busca de emprego, vida moderna e habitação confortável. Este fato abriu oportunidade para que a área, abandonada, fosse ocupada por imigrantes turcos, punks e artistas, em sua maioria jovens e pobres, e essa mistura naturalmente transformou o lugar em um grande fervilhão alternativo, criando uma subcultura de diversas tribos e origens, que hoje promove gastronomia, arte e entretenimento de alto padrão, atraindo berlinenses, turistas do mundo inteiro e é utilizada pelo próprio governo como marca turística.

Obviamente, este fenômeno trouxe um assombroso encarecimento do custo de vida e um acelerado processo de gentrificação: o caso berlinense foi tão violento que o parlamento alemão criou uma lei proibindo bairros com altos índices de gentrificação subirem os preços dos aluguéis mais do que 10% acima da média da região. A lei vem sendo aplicada em Berlin desde Maio de 2015, e em breve também será institucionalizada em outras cidades alemãs.

Há ainda vários outros casos famosos de gentrificação: La Barceloneta (Barcelona, Espanha); Puerto Madero (Buenos Aires, Argentina), Malasaña (Madrid, Espanha) e também alguns casos bastante estudados no brasil, como Lapa e Vidigal no Rio de Janeiro, e Vila Madalena em São Paulo, mas isto é assunto para uma outra conversa…

E por que eu deveria me preocupar com Gentrificação?

Olha, até existem especialistas que não “criminalizam” a gentrificação, por acreditar que este é um processo decorrente da chamada “Sociedade Pós-Industrial”, na qual as relações de consumo (demanda) ditam as relações de produção (oferta), e esta é uma condição natural e irreversível do nosso tempo. Há um debate profundo sobre isso, e a resposta sobre a gentrificação ser boa ou ruim… Bem, depende. Não dá para afirmar com certeza, ainda.

Mas desconfiamos que é mais nociva do que saudável. Por constituir um processo típico de especulação imobiliária, a gentrificação precisa de muito investimento e respaldo do poder público para atender à uma demanda de interesse privado. Ou seja, a cidade (enquanto “a coisa pública”) tem propensão a ser planejada de acordo com a vontade do interesse privado, que não necessariamente é a mesma vontade da população, e nem sempre vai ao encontro das demandas defendidas por especialistas em planejamento urbano.

Por outro lado, estudos recentes realizados nos Estados Unidos apontam que moradores antigos de bairros gentrificados não apenas não foram “expulsos” por conta da valorização imobiliária, como conseguiram, por causa da gentrificação, ampliar suas rendas. Apesar de serem inconclusivos, pois tratam mais de proprietários (que possuem renda sobre o imóvel) e menos de inquilinos (que pagam a renda para o proprietário do imóvel), os estudos colocam à prova alguns “mantras inquestionáveis” da corrente crítica da gentrificação, e abre precedente para a corrente que enxerga o fenômeno como algo saudável para a vida urbana contemporânea.

Do nosso ponto de vista, a gentrificação representa um grande perigo para as cidades, de maneira geral, porque independente de consequências saudáveis ou nocivas para o bairro que foi gentrificado, o grande problema está em mapear o que aconteceu com as pessoas que de fato foram forçadas a migrarem para outros lugares por conta do processo gentrificador: para qual bairro elas foram? Este bairro recebe os mesmos investimentos públicos, e desperta a mesma atenção que o bairro gentrificado? Acreditamos que a resposta seja negativa.

E, se para o bairro bonito pode tudo, e para o feio não pode nada, então não há um projeto de cidade inclusiva e democrática acontecendo nas nossas cidades. A gentrificação apenas será bacana e descolada de verdade quando todos os bairros puderem ver a renda de seus imóveis sendo elevadas, propiciando uma vida cultural, rica, vibrante, que respeite as tradições de cada lugar. Se não for por inteiro, então não vale.




Pragmatismo