14 de setembro de 2016

Dólar tem 2ª alta, fecha a R$ 3,343 e se mantém no maior nível em 2 meses

O dólar comercial teve o segundo dia seguido de alta, fechando esta quarta-feira (14) com valorização de 0,79%, a R$ 3,343 na venda. Com isso, a moeda norte-americana se mantém no maior nível desde 07 de julho, quando valia R$ 3,366. 

Na véspera, o dólar havia subido 2,09%. 

O dólar acumula alta de 1,92% na semana e ganhos de 3,52% no mês. No ano, no entanto, registra queda de 15,32%. 
Cenário externo

Investidores continuavam atentos à discussão sobre o aumento dos juros nos Estados Unidos. O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) se reúne na semana que vem para mais uma decisão sobre juros.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em países onde os rendimentos são maiores, como no Brasil.

À proximidade da reunião do Fed se somam as dúvidas do mercado sobre a eficácia dos estímulos econômicos de outros bancos centrais, sobretudo depois que o Banco Central Europeu (BCE) disse não ter discutido um aumento nesses estímulos em sua última reunião.

Ainda no cenário externo, os investidores estavam atentos à corrida pela presidência dos Estados Unidos.
Contexto brasileiro

O Banco Central brasileiro atuou no mercado de câmbio nesta quarta-feira, mas reduziu pela metade sua oferta de contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). O BC ofertou 5.000 contratos nesta sessão e todos foram vendidos.

O BC vinha ofertando 10 mil swaps por sessão.

"Foi correto reduzir o swap, para não colocar gasolina na fogueira. O dólar rompeu R$ 3,30 bem rápido e o BC está se adequando à percepção de risco", disse o estrategista-chefe de um banco à agência de notícias Reuters.

Para ele, o BC está reconhecendo o risco de o dólar entrar em trajetória de alta por causa do Fed e eleições, e já está se adequando à medida que o cenário para a moeda está se alterando.

"Mudanças na oferta (do swap) dependerão dos acontecimentos da próxima semana e da resposta do mercado", disse um economista à Reuters. 



Uol/Reuters