19 de janeiro de 2016

Morre Glenn Frey, guitarrista do grupo The Eagles

Glenn Frey, guitarrista e membro fundador da banda de rock americana The Eagles, que dominou as vendas nos anos 1970 com hits como "Hotel California", morreu nesta segunda-feira aos 67 anos - informou um integrante do grupo.


Glenn Frey, guitarrista e membro fundador da banda de rock americana The Eagles, que dominou as vendas nos anos 1970 com hits como "Hotel California", morreu nesta segunda-feira aos 67 anos - informou um integrante do grupo.

"Com enorme peso no coração, anunciamos o falecimento do nosso companheiro, fundador de The Eagles, Glenn Frey, na cidade de Nova York nesta segunda-feira", escreveu o grupo em sua página na web.

Frey faleceu por complicações com uma artrite reumatoide, agravada por uma colite ulcerosa e uma pneumonia, disse o Eagles.

"Estamos todos em estado de choque, incredulidade e profunda dor", desabafou Don Henley, integrante do Eagles.

"Era o motor, o planejador. Tinha um conhecimento enciclopédico da música popular e uma ética de trabalho que nunca abandonou", acrescentou.

The Eagles, liderado por Frey e pelo baterista e vocalista Henley, esteve no auge nos anos 1970 com sucessos que incluem "Take It Easy", "One of These Nights" e "Hotel California", temas que continuam sendo muito interpretados por outras bandas até hoje.

A coletânea de hits de 1975 do grupo vendeu mais de 29 milhões de cópias nos Estados Unidos, superando todos os recordes com exceção de "Thriller", de Michael Jackson, segundo a Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos.

O grupo adiou em dezembro sua aparição para receber o prestigioso Prêmio Kennedy Center Lifetime Artistic Achievement pelos problemas de saúde de Frey.

O grupo foi fundado no início de 1970 e ingressou no Hall da Fama do Rock and Roll em 1998.

The Eagles recebeu seis Grammys, de melhor álbum do ano em 1977 por "Hotel California" a melhor performance instrumental em 2008 por "I Dreamed There Was No War".

A banda separou-se no começo da década de 1980 e tanto Frey como Henley conquistaram sucesso em suas carreiras solo, mas os integrantes dos Eagles votaram a se reunir em 1994.

Frey "era como um irmão para mim, éramos uma família e, como a maioria das famílias, havia disfunções", disse Hanley.

"O vínculo que forjamos há 45 anos nunca se rompeu, nem sequer durante os 14 años que The Eagles esteve dissolvido", completou.

A última apresentação dos dois juntos aconteceu em julho do ano passado na Louisiana, no final de uma turnê de dois anos.

A família agradeceu a todos que torceram pela recuperação de Frey, nascido em Detroit em 6 de novembro de 1948.

Artistas como Sheryl Crow e Carole King lamentaram a morte do guitarrista no Twitter.



Zero Hora
Foto: Divulgação

3 de janeiro de 2016

Capa da 'Economist' prevê 2016 'desastroso' para o Brasil e culpa Dilma

"Dilma Rousseff e o desastroso ano que vem pela frente", diz a nova edição da revista britânica The Economist. Uma foto da presidente em pose cabisbaixa, sob a frase "A Queda do Brasil", ocupa a capa do primeiro número da publicação em 2016.

Repleto de críticas, o texto destaca o risco de impeachment, a redução da nota de crédito do país por duas agências de classificação de risco e a demissão de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda após menos de um ano à frente da pasta.

A revista também classifica a corrupção na Petrobras como um "escândalo gigante de propinas" e ironiza as previsões de crescimento negativo da economia do país em 2016 ("até a Rússia, cheia de sanções e dependente do petróleo, deve fazer melhor").

Ao citar os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), diz que o país poderia estar na "vanguarda das economias" emergentes. "Ao contrário disso, enfrenta disfunções políticas e talvez um retorno da inflação disparada", afirma.

"Apenas decisões difíceis podem trazer o Brasil de volta a seu caminho", continua a Economist, defendendo reformas na Previdência e na legislação trabalhista que "torna muito caro para as empresas demitirem até os empregados incompetentes".

Na visão da Economist, no entanto, reformas do tipo dificilmente devem ser colocadas em prática. "Neste momento, Dilma Rousseff não parece ter estômago para elas."
'Extravagâncias'

A reportagem, com data de 2 de janeiro de 2016, afirma que as políticas de Dilma e do PT teriam aprofundado os efeitos econômicos da queda global nos preços das commodities. A publicação diz que o ajuste fiscal "não tem sido suficiente" e aponta "gastos extravagantes e imprudentes com aposentadorias e reduções de impostos improdutivas para indústrias favorecidas".

A publicação ainda critica a situação da Previdência no Brasil. Segundo a Economist, o país gasta 12% do PIB com aposentados e pensionistas, "fatia maior do que a praticada no Japão, um país mais rico e mais velho".

A Economist, no entanto, parece ter algum otimismo com o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Embora diga que Barbosa "participou do primeiro governo desastroso da presidente", a publicação afirma que ele pode atuar melhor no comando das finanças. "(Ele) tem poder de barganha e suporte político no PT."

A revista cita os jogos Olímpicos já no primeiro parágrafo: "O Brasil deveria começar 2016 de forma exuberante. (...)O Rio de Janeiro será sede da Olimpíada em agosto, dando aos brasileiros a chance de embarcar no que fazem de melhor: uma festa realmente espetacular. Mas, apesar disso, o Brasil encara um desastre político e econômico"

"E se Dilma não conseguir implementar mudanças?", indaga a revista. A resposta, segundo a publicação, seria o crescimento da dívida pública e perdas nos ganhos sociais.

"A conquista do Brasil foi tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza. A recessão poderá paralisar ou mesmo reverter este processo."




Uol economia

COTAÇÕES: Dólar, Euro, Libra e Peso

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Fonte: Thomson Reuters

1 de janeiro de 2016

Morre aos 65 anos a cantora Natalie Cole

A cantora Natalie Cole, conhecida pela interpretação de "Unforgettable", de seu pai, Nat King Cole, morreu aos 65 anos. A empresária Maureen O'Connor confirmou a informação à agência Associated Press.


A cantora ainda tinha outros sucessos como compositora, como "This Will Be", "Inseparable" e "Our Love". De acordo com o site TMZ, a cantora, que estava internada em um hospital de Los Angeles, morreu de insuficiência cardíaca, que pode estar ligada a complicações de seu transplante de rim e Hepatite C.

Ela lutava contra problemas de saúde há alguns anos e chegou a cancelar várias apresentações em dezembro de 2015, inclusive o show de virada do ano no Disney Hall em Los Angeles. 

A representante de Natalie ainda divulgou um comunicado em nome da família da cantora: "É com o coração pesado que comunicamos a morte de nossa mãe e irmã. Natalie travou uma feroz e corajosa batalha, morrendo como viveu, com dignidade, força e honra. A nossa amada mãe e irmã fará muita falta e permanecerá inesquecível em nossos corações para sempre". Casada três vezes, ela deixa um filho. 


Em 2000, Natalie contou em sua autobiografia como a experiência com a cocaína e heroína quase a levou à morte e que chegou a roubar e passar cheques sem fundo para sustentar a dependência química. No livro, ela também contou que foi assediada por um parente em sua infância. 

A cantora venceu nove prêmios Grammy, incluindo álbum do ano e gravação do ano por "Unforgettable... With Love", um dueto virtual feito com as gravações de seu pai. O álbum vendeu 14 milhões de cópias.


Nat King Cole morreu de câncer no pulmão em 1965 aos 45 anos, quando Natalie tinha acabado de completar 15 anos. A mãe de Natalie, a também cantora Maria Cole, morreu de câncer em 2012, aos 89 anos.




Uol
Fotos: Divulgação