31 de agosto de 2014

Em Catende, Paulo promete manter intensidade da campanha

Foto: Rodrigo Lobo

O crescimento nas pesquisas de intenção de voto, onde a candidatura de Paulo Câmara (PSB) já aparece empatada com a do postulante da oposição, não fará com que a Frente Popular se acomode. Pelo contrário, a campanha do socialista conta com mais animação e empenho, a cada dia. Um exemplo disso foi a recepção da carreata promovida, nesse domingo (31), em Catende.

Cheios de animação, os moradores acompanharam o cortejo em carros, motos, ou mesmo a pé; subindo e descendo ladeiras, acompanhando os candidatos sem perder o fôlego. "Nossa candidatura está ganhando força como prevíamos que fosse acontecer. Mas nada de descansar. Vamos manter a mesma intensidade. Até 5 de outubro, vamos crescer, crescer e crescer! Estamos mais fortes e unidos do que nunca", garantiu Paulo.

O evento reuniu lideranças políticas de toda a região, como os prefeitos de Barreiros, Carlinhos; de Joaquim Nabuco, João Carvalho; e de Palmares; João Bezerra (todos do PSB). O prefeito de Catende, Otacílio Cordeiro, também socialista, fez um desafio aos eleitores. "Peço a vocês que deem a Paulo a mesma votação que Eduardo Campos teve aqui, em 2010. Como uma forma de homenagear o nosso ex-governador, cuja obra tem que ter continuidade", convocou o gestor.


Assessoria de Imprensa do PSB


30 de agosto de 2014

Paulo: "Política se faz junto com o povo"

Foto: Beto Figueroa

Pernambuco vivencia uma das mais belas campanhas eleitorais de sua história, com a jornada que vai levar Paulo Câmara (PSB) ao Palácio do Campo das Princesas. A cada dia que passa, mais gente ocupa as ruas para mostrar, com entusiasmo, que o Estado merece seguir avançando. E foi com esse espírito que o município de Brejinho, no Sertão do Pajeú, abraçou, neste sábado (30), a caravana do 40. Ao lado de seu companheiro de chapa, Fernando Bezerra Coelho (PSB/senador), e de várias lideranças da região, Paulo caminhou pelas ruas da cidade, recebendo sempre muito carinho dos populares.

O socialista parou inúmeras vezes a caminhada para tirar os famosos "selfies", e, principalmente, para conversar com a população. Paulo quis ouvir as demandas dos jovens, dos trabalhadores, das mulheres e dos idosos. Um gesto que mostra a simplicidade e o seu compromisso com o povo pernambucano. 

"Quando faço caminhadas, gosto de ficar no meio do povo; de conversar, de ouvir as pessoas. Pois é para essas mesmas pessoas que eu vou governar. Política se faz junto do povo, e, sobretudo, para o povo. O nosso compromisso, assim como era o do ex-governador Eduardo Campos, é com quem mais precisa", ressaltou Paulo Câmara.

Impressionado com o estilo de fazer caminhada de Paulo, o comerciante Manuel de Souza, de 56 anos, destacou que "um homem simples desse jeito" merece conduzir Pernambuco. "Só governa para o povo quem fica junto do povo. Esse Paulo vai ser um governador bom! A gente vê isso nos olhos dele", frisou.

A caminhada de Paulo por Brejinho foi o segundo ato de campanha do socialista no Sertão do Pajeú. Mais cedo, o candidato da Frente Popular visitou a tradicional feira de São José do Egito. Ele continua seu périplo da região por mais seis municípios.


Assessoria de Imprensa do PSB


Carnaíba abraça caminhada de Paulo Câmara

Foto: Beto Figueroa

Sétimo município do Sertão do Pajeú a receber a Caravana 40 neste sábado (30), Carnaíba foi palco de uma das caminhadas mais vibrantes da campanha de Paulo Câmara (PSB) ao Governo do Estado. A população local em peso fez questão de esperar o socialista na entrada da cidade para, com muito entusiasmo, acompanhá-lo até a praça central que abrigou o comício, que reuniu lideranças de toda a região. Em seu discurso, Paulo frisou que esse engajamento popular se deve ao reconhecimento de sua capacidade de avançar nas conquistas acumuladas nos últimos anos.

"Carnaíba é a sétima cidade em que eu e meu companheiro de chapa, Fernando Bezerra Coelho (PSB/senador), visitamos hoje. Em todos, fomos tratados com muito carinho. Esse reconhecimento de que somos os candidatos escolhidos por Eduardo nos deixa muito mais animados. É o reconhecimento de que nós podemos honrar o legado que ele nos deixou. E eu vou honrar Eduardo", assegurou.

No entanto, Paulo destacou que a sua "missão" vai além de continuar a obra de Campos. "Meu compromisso é maior do que o de seguir o caminho iniciado por Eduardo. O meu compromisso é o de avançar, de promover ainda mais melhorias em Pernambuco", afirmou, sendo muito aplaudido pelos populares que estavam na praça central de Carnaíba.

Com a autoridade de quem acumula uma experiência invejável na gestão pública, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho ressaltou que a escolha do ex-governador Eduardo Campos por Paulo foi fundamentada na capacidade demonstrada pelo candidato da Frente Popular. "Eduardo o ensinou, orientou-o e sabia que Paulo Câmara estava pronto para governar Pernambuco", destacou Fernando.

Antes de aportar em solo carnaibense, Paulo comandou expressivas carreatas nos municípios de Tabira, Santa Terezinha, Tuparetama e Itapetim. Em todas elas, a população recebeu o socialista muito bem. Câmara foi apontado por muitos moradores que se posicionavam nas janelas de suas residências como aquele que teve a honra de receber a benção do ex-governador Eduardo Campos para representar a Frente Popular na sucessão estadual deste ano.


Assessoria de Imprensa do PSB

MIB (Música Imbecil Brasileira): o sertanejo universitário na era da imbecilidade monossilábica

Um movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome “vocês”. Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar “correta”. 

Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era “vossa mercê”. Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como “vo­cê” — considerando-o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de “encurtamento” das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada “era digital”, esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do “você”, nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente “mutilado”, tornando-se um singelo “vc”. Idêntico fenômeno se observa no verbo “teclar”: quando usado na denotação de “acionar por meio de teclas”, o usuário da internet tem preferido um simples “tc”.

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização — aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida” —, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio. Eis o “idioma da velocidade”.

O “idioma da velocidade”, dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, “líquido”, mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional


A ideia de “idioma da velocidade”, que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário” — atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da “música dançante feita para gente descerebrada”. É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso”.

A década perdida da música brasileira

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de “vai dançando gostoso, balançando a bundinha” tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do “prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia”. 

Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa “idade das trevas” das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica “Na boquinha da garrafa”, sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias “engatando” bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: “No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa. Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa”.

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo — um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch —, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento “ralando na boquinha da garrafa”.

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do “carnaval fora de época”. Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era “playboy/patricinha” ou “pobre/povão”, pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da “cervejada” ou dos “chicleteiros”, relegando o setor da “pipoca” para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas “danças” que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo “artista” de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por “grande cantora”, é empurrada “goela abaixo” do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. “Carro velho”, sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: “Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha”.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos “clássicos” do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é “batidão”). Nem mesmo o movimento da “suingueira”, capitaneado por “pérolas” do nível de “Re­bolation”, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os “sucessos do carnaval”, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de “ser jovem” com a de “ser um imbecil”, aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar “diversão sem compromisso”, expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do “sertanejo universitário”.

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: “Pra que estudar se o futuro é a morte?”.

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição “Bolo doido”, da dupla “Guilherme e Santiago”: “Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta. Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber. Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera. E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia. Minha galera bota é pra ferver. Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa. Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer”.

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de “baladeiro”, necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada — verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição “Ca­maro amarelo”, da dupla Mu­nhoz e Mariano: “Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber. Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu ‘véio’. E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. ‘To’ na grife, ‘to’ bonito, ‘to’ andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. ‘To’ tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero. Quando eu passo no Camaro amarelo”.

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e “bota a galera pra ferver”. Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da “pegação da mulherada”, sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição “Ai se eu te Pego”, do cantor Michel Teló: “Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda. Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar “dançar” com “falar”. Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico “toma coragem” e “parte para a caça” na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: “Ai se eu te pego”, “ai se eu te pego”, ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da “garota mais gostosa”.

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem — o sertanejo universitário — seja mesmo a preferência pelo “idioma da velocidade”. Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do “dizer muito com muito pouco” ou do “falar fácil é que é difícil”. Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o “texto enxuto”, passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: “Eu quero tchu, eu quero tcha”, de João Lucas e Marcelo: “Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

“Eu quero tchu, eu quero tcha” é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal “ch” com o “t” e uma vogal (“a” ou “u”) e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do “tchu” e do “tcha” na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o “tchu” só existe para o “tcha”, de modo que não pode haver “tcha” sem “tchu” nem “tchu” sem “tcha”. Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: “Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

Na mesma linha vem a composição “Tchá tchá tchá”, cantada por Thaeme e Thiago: “Ai que vontade, ai que vontade que me dá. De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã”.

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em “Lê lê lê”, de João Neto e Fre­derico. Vejamos: “Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver. Lê lê lê. Lê lê lê”.

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero “lê”, por que falar mais? O “lê, lê, lê”, no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a “filosofia de vida” que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o “lê lê lê” de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

A era da imbecilidade monossilábica

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um “idiota”, um “imbecil completo”, não só não é motivo de desonra — própria e familiar — como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. 

Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta — em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de “balançando a bundinha” e “boquinha da garrafa”, o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar — incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar “artistas” incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se “bonito” ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na “era da imbecilidade monossilábica”.



Fonte: R7/Rafael Teodoro

29 de agosto de 2014

No Cabo, Paulo arrasta uma multidão ao lado de Betinho Gomes e Lula Cabral


O Cabo de Santo Agostinho deu mais um exemplo, nesta quinta-feira (28), de como a candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao Governo Estadual vem unindo e tomando conta de Pernambuco. Mais de 8 mil pessoas saíram às ruas da cidade, em duas caminhadas promovidas, respectivamente, pelos candidatos a deputado Betinho Gomes (PSDB/federal) e Lula Cabral (PSB/estadual). Ambos apoiam a chapa majoritária da Frente Popular porque entendem que o melhor para Pernambuco é continuar avançando no caminho iniciado pelo ex-governador Eduardo Campos. "Lula e Betinho estão conosco. Este é o momento de pensar em 2014 porque é agora que o futuro de Pernambuco está sendo decidido", ressaltou Paulo.

As caminhadas seguiram o clima de crescimento e empolgação que vem tomando conta da campanha da Frente. Junto com os seus companheiros de chapa, Raul Henry (PMDB/vice) e Fernando Bezerra Coelho (PSB/Senado), Paulo era parado a todo momento por moradores que queriam ver de perto, cumprimentar e abraçar o candidato que Eduardo escolheu para avançar com as conquistas que o Estado atingiu nos últimos sete anos e oito meses. "Nossa campanha está com jeito de vitória. As pessoas que encontrei aqui mostraram claramente que querem continuar transformando Pernambuco. E é isso que vamos fazer a partir de 2015, honrando o legado de Eduardo", garantiu o candidato.

Com Betinho Gomes, Paulo foi celebrado com alegria pela população, que lotou as ruas do distrito de Ponte dos Carvalhos. "Estamos apenas esquentando as turbinas. Em 5 de outubro, dia eleição, estaremos a todo vapor. Tomamos a decisão de apoiar quem está ao lado da população, quem não vai esquecer do povo do Cabo. E esta pessoa é Paulo", explicou o candidato tucano.

Na Vila da Cohab, o socialista arrastou uma multidão ao lado de Lula Cabral, onde Eduardo Campos era homenageado a todo momento. "Eduardo buscou, para sucedê-lo, este jovem, Paulo Câmara. Que foi seu secretário nos dois mandatos. Ele não é de ficar falando besteira em discurso. Ele trabalha, ouve a população, busca recursos e realiza", destacou o candidato a deputado estadual.

Fernando Bezerra Coelho destacou em seu discurso a emoção que tem conduzido as últimas semanas de campanha e a necessidade de avançar com o legado deixado pelo ex-governador no Cabo. "A emoção não vai sair dos corações de Pernambuco, porque a população já reconhece o grande trabalho de Eduardo Campos. Tudo o que ele fez foi com paixão e o povo sabe que Paulo será ainda melhor; porque foi escolhido pelo próprio Eduardo", assegurou o candidato ao Senado.



Assessoria de Imprensa do PSB 
* Os créditos constam nas fotos.

Paulo vai dobrar o salário dos professores do Estado

Foto: Aluísio Moreira

Representantes da comunidade escolar de Pernambuco se reuniram, nesta quarta-feira (27), para declarar seu apoio ao candidato da Frente Popular ao Governo Estadual, Paulo Câmara (PSB). Em discurso para mais de 5 mil pessoas, entre docentes, gestores, estudantes, familiares de alunos, servidores e funcionários da rede de ensino, o socialista assumiu o compromisso de duplicar, até 2018, o piso salarial dos professores do Estado. "Avançamos muito na Educação desde 2007, mas ainda é preciso construir muito mais. Precisamos qualificar mais e remunerar melhor os nossos professores. Nos quatro anos do meu mandato, seremos capazes de dobrar a remuneração da categoria", garantiu.

Além do reajuste, Paulo também declarou que vai aumentar de 1,6 mil para 3 mil o número de alunos que participam anualmente do programa Ganhe o Mundo, onde os estudantes têm a oportunidade de conhecer um país estrangeiro e aprender uma nova língua. A iniciativa também amplia as vagas para que os professores de toda a rede participem de programas de mobilidade acadêmica (hoje, existem programas voltados para aqueles que exercitam o ensino de línguas). Os recursos para colocar essas propostas em prática, explicou Câmara, estarão disponíveis por conta do aumento previsto da arrecadação e do modelo inteligente de gestão, que ele ajudou a implantar no Governo Eduardo Campos.

"Nos pouco mais de sete anos e meio do Governo Eduardo e João Lyra Neto (PSB), nós mais que dobramos essa remuneração. Isso mostra que esse Governo sabe construir, sabe tirar as coisas do papel. Há espaços fiscais para levantarmos esses recursos porque temos hoje um Estado enxuto. Também construímos as condições para o crescimento e atração de muitos investimentos, o que já acontece, mas que será ampliado bastante nos próximos anos. Isso significa aumento da arrecadação", explicou Paulo.

O candidato também destacou o Programa Nova Escola Integrada de Pernambuco, que cuidará da formação dos estudantes do Estado desde a primeira infância até o Ensino Superior. Ele ressaltou, entre as propostas, a universalização das escolas em ensino integral, onde serão feitas parcerias com os municípios para que cada um deles tenha pelo menos uma unidade do tipo, garantindo matrícula a todo aluno da rede que quiser uma vaga. Paulo também ressaltou a Rede de Escolas Técnicas do Estado, que terá 40 unidades a partir de 2015, com capacidade para formar até 50 mil alunos, e a criação de uma Faculdade Técnica, para a formação de professores. 

"O meu ideal é o mesmo que Eduardo tinha, e que pode ser expresso em uma frase que ele falou várias vezes e que eu repito hoje para vocês: ‘só quando o filho do rico estudar na mesma escola que o filho do pobre, teremos um Brasil forte e uma sociedade mais justa’. Esse é o meu sonho. E eu vou realizá-lo em Pernambuco. Para isso, contarei com a ajuda de todos vocês", convocou Paulo Câmara.


Assessoria de Imprensa do PSB

COTAÇÕES: Dólar, Euro, Libra e Peso

COMPRAVENDAVARIAÇÃO
Dólar com.2,24302,2435+0,19%
Dólar tur.2,16002,32000,0%
Euro2,95782,9592+0,19%
Libra3,71833,7205+0,11%
Peso0,26670,2670+0,11%

Fonte: Thomson Reuters

Paulo: ações para potencializar o Turismo em Pernambuco

Foto: Wagner Ramos

A experiência acumulada durante a sua passagem na Secretaria de Turismo do Estado garantiu a Paulo Câmara (PSB) a percepção das demandas e, principalmente, das muitas possibilidades de avanços que o setor possui. Durante café da manhã, nesta quarta-feira (27), com o Trade Turístico, o candidato da Frente Popular ao Governo pontuou ações que desenvolverá, a partir de 2015, para potencializar os resultados de uma área que já representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano. Junto com seu companheiro de chapa, Fernando Bezerra Coelho (PSB/senador), Paulo destacou que o segmento será beneficiado por iniciativas que melhorarão a infraestrutura dos municípios, além do apoio ao desenvolvimento das diferentes cadeias produtivas existentes.

A capacitação da mão-de-obra foi indicada por Paulo Câmara como um compromisso seu para o fortalecimento do segmento em Pernambuco. O socialista ressaltou que a administração estadual ofertará, através de diferentes mecanismos, oportunidades para que a população possa contribuir mais com o Trade. 

“Com as escolas técnicas e as escolas em tempo integral com cursos para as vocações das regiões do Estado, os municípios poderão apresentar uma mão-de-obra mais qualificada e que ajudará a melhorar os números do Turismo também”, frisou Paulo, destacando que Pernambuco já possui a maior rede de ensino integral do País e ampliou em mais de seis vezes as ofertas de vagas do ensino técnico. “Temos quarenta escolas com esse perfil no Estado”, lembrou. 

Paulo revelou que projeta recuperar e ampliar o número de equipamentos que contribuem para o desenvolvimento de segmentos, como o turismo de negócios. Entre as medidas que serão implementadas pelo socialista está a conclusão do Centro de Convenções de Olinda (Cecon). “O projeto já está pronto e nós vamos fazer. Teremos um Cecon mais moderno e que atenderá as demandas existentes. Mas não vamos esquecer outras regiões do Estado e da necessidade de ter novos equipamentos. Teremos outros aparelhos que ajudarão na realização de eventos”, apontou.

Presidente da Associação Brasileira de Empresa de Eventos (ABEOC), Tatiane Marques elogiou a capacidade demonstrada por Paulo em sentar com o Trade para discutir o setor. “Ele mostrou que tem disposição de fazer, disponibilidade de ouvir. Temos que exaltar isso e discutir juntos, para que possamos ter um Turismo mais forte em Pernambuco”, afirmou.

Em sua fala, Fernando Bezerra Coelho destacou a importância de investimentos para criar um ambiente necessário à atração de empreendimentos. "Temos que ampliar nossa malha aérea, consolidando mais aeroportos no interior com rotas comerciais. O turismo de negócios é uma vocação que deve ser estimulado, porque gera mais renda e empregos", disse Fernando. Ele destacou, ainda, que no Senado, lutará para ampliar a qualificação profissional, preparando mais pessoas para trabalhar na indústria do Turismo, que atualmente gera mais de 300 mil postos de trabalho com carteira assinada.



Assessoria de Imprensa do PSB


Paulo comanda agenda intensa no fim de semana

O candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), tem uma agenda de campanha intensa neste fim de semana, com eventos no Interior e no Recife. O socialista inicia seu périplo já nesta sexta-feira (29) com encontro, às 10h, com funcionários do Colégio Cognitivo, em Casa Forte, na capital pernambucana. Logo depois, Paulo segue para Sanharó, no Agreste, onde, às 13h, caminhará ao lado de aliados pelas ruas do município. Às 16h, o postulante comanda carreata em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. Na cidade sertaneja, Câmara ainda inaugurará mais um comitê regional de sua campanha. O candidato fecha o dia com caminhada e comício em Bonito, no Agreste, às 20:30h.

O sábado (30) vai começar cedo para Paulo Câmara com atividades pelo Sertão do Pajeú. Às 8h, o candidato da Frente Popular visitará a tradicional feira do município de São José do Egito. Na sequência, o socialista comandará uma série de carreatas pelas cidades de Brejinho, às 10h, Itapetim, às 11h40, Tuparetama, às 13h40, Santa Terezinha, às 16h, e Tabira, às 18h.

Paulo conclui suas agendas de campanha na região com comício, às 21h, no Pátio de Eventos de Carnaíba e visita à Festa de Santa Rosa, no Distrito de Santa Rosa, em Ingazeira. O ato está previsto para ter início às 22h40.

No domingo (31), às 10h, Paulo Câmara participa de ato com a militância do PSB no Recife. O socialista comandará uma sessão de pintura de camisas na Praça de Casa Forte. Por volta das 14h30, o candidato da Frente Popular realiza caminhada e, em seguida, prestigia procissão no município de São Joaquim do Monte, no Agreste.

Às 18h, Paulo sairá em carreata em Catende, na Mata Sul, e, na sequência, participa da inauguração do comitê dos deputados Aloísio Lessa (PSB) e Cadoca (PCdoB) na região. Às 20h, o postulante leva a sua comitiva ao município de Jaqueira e encerra a agenda do fim de semana com caminhada e comício, às 21h, em Maraial.


SEXTA-FEIRA

10h – Encontro com alunos e funcionários do Colégio Cognitivo
Local: Rua de Santana, 213, Casa Forte.

13h – Caminhada em Sanharó
Local: Concentração na Academia da Cidade

16h – Carreata, Inauguração do Comitê e Comício em Arcoverde
Local: Concentração em frente a Concessionária da Fiat

20:30h - Caminhada e Comício em Bonito
Local: Concentração no Hospital Santa Luzia


SÁBADO

8h – Caminhada na Feira de São José do Egito
Local: Concentração na Rua da Baixa (Comitê Regional)

10h – Carreata em Brejinho
Local: Concentração no Cemitério, Rua Severino Alves.

11:40h – Carreata em Itapetim
Local: Concentração no Ginásio de Esportes

13:40h – Carreata em Tuparetama
Local: Concentração na Vila Bom Jesus

16h – Carreata em Santa Terezinha
Local: Concentração na Entrada da Cidade

18h – Carreata em Tabira
Local: Concentração Próximo Clínica Samed e o Posto Dislub

21h – Comício em Carnaíba
Local: Pátio de Eventos, no Centro da Cidade

22:40h – Visita a Festa de Santa Rosa
Local: Distrito de Santa Rosa, em frente à Igreja Matriz

DOMINGO

10h – Domingo na Praça
Local: Praça de Casa Forte

14:30h – Caminhada e Procissão em São Joaquim do Monte
Local: Caminhada - Concentração: PE-112 - Colégio Municipal Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti

18h – Carreata, Caminhada e Inauguração de Comitê em Catende
Local: Concentração no Posto Ipiranga, na entrada da Cidade

20h – Caminhada em Jaqueira
Local: Concentração próximo ao Restaurante Curral

21h – Caminhada em Maraial
Local: Concentração na Pizzaria El Torre, Av. Salvador Teixeira



Assessoria de Imprensa do PSB

28 de agosto de 2014

Oi fará oferta para comprar rival TIM

Em anúncio surpreendente, a Oi informou que assinou contrato com o banco BTG Pactual para fazer uma proposta pela compra da fatia de 67% da rival TIM, que hoje pertence à Telecom Italia.

A iniciativa da Oi acontece enquanto a espanhola Telefónica e a Telecom Italia travam uma batalha para adquirir a operadora brasileira GVT, da francesa Vivendi (que não tem operações na telefonia móvel no Brasil).

Paralelamente, a Claro passa por processo de unificação de suas operações com Embratel e Net - todas companhias do grupo mexicano América Móvil.

A Oi, por estar no meio de um conturbado processo de fusão com a Portugal Telecom, não era vista como provável protagonista na recente rodada de consolidação no setor de telecomunicações.

Analistas do JPMorgan, contudo, avaliam que a Oi pode não conseguir adquirir 100% da TIM devido a questões concorrenciais.

Segundo eles, em dez Estados (entre os quais Paraná e Minas Gerais) as duas empresas combinadas teriam mais de 50% de participação de mercado.

De acordo com a Anatel, a Vivo (da Telefônica) é líder do setor móvel nacional, com 29% do mercado, seguida da TIM (27%). A Oi, quarta colocada, tinha 18,5% em junho.


Fonte: D. Jornal

Flat de mais de 900 milhões de reais tem um escorregador do salão principal para a piscina privativa de borda ‘infinita’



Apartamento mais caro do mundo estará à venda no próximo ano, em Mônaco, pela quantia absurda de R$ 904 milhões!

Então, se você tem uma poupança bilionária, talvez possa estar olhando, em breve, da janela de sua cobertura de cinco andares, no topo deste arranha-céu.

O playground do flat milionário possui um centro de saúde (não sejamos humildes, é quase um ginásio), múltiplas piscinas, um concierge 24/7, serviço de quarto e um motorista particular.


E isso sem mencionar o ponto forte do prédio, que é um escorregador que o leva direto da sua varanda para uma piscina de borda ‘infinita’ privativa.

James Price, da imobiliária Knight Frank, é o responsável por cuidar da venda dos apartamentos do Tour Odéon. "Estes duplex e a cobertura têm como objetivo chamar a atenção de quem procura as melhores propriedades em todos os principais mercados do mundo”. Ou seja, se não for podre de rico, nem perca seu tempo!


A boa notícia é que você ainda tem um ano para guardar dinheiro e tentar comprar a “singela” moradia



Fonte: Metro/J. Ciência
Foto: Reprodução / Metro




“As mídias alternativas terão espaço no nosso governo”, assegura Paulo Câmara


A série de entrevistas com os candidatos a Governador promovida pela Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco (AblogPE) no Centro do Recife, e transmitidas “ao Vivo” pelo youtube, seguiu nesta terça-feira (26/8) com Paulo Câmara (PSB).

Paulo Câmara fez questão de registrar logo no início, o acentuado crescimento de Pernambuco nos últimos anos, estimado em 14%, avaliando que o Brasil cresceu bem menos durante o mesmo período, ficando na marca dos 2%. Ele mencionou que uma de suas metas será cobrar do Governo Federal o início e a conclusão das obras inacabadas, focando sobretudo na transposição do Rio São Francisco para que finalmente minimize o problema de abastecimento d’água da população sertaneja.

Questionado quanto à correlação de forças de seu palanque, na medida em que precisará atender a todos os seus atuais aliados, Paulo prometeu instaurar uma relação de transparência em seu governo, sobretudo contemplando e ouvindo cada um dos 21 partidos da sua coligação, assegurando que vai instaurar um novo modelo de política, evitando o paternalismo e o clientelismo. 

Indagado quanto ao tratamento que dispensará na distribuição das verbas publicitárias do Governo do Estado, segundo os blogueiros, até então, monopolizadas pela Rede Globo de Televisão, Paulo Câmara assegurou que as mídias alternativas terão espaço no seu governo, reconhecendo que a blogosfera exerce hoje um papel imprescindível na disseminação da informação para toda a sociedade pernambucana. 

Quanto ao seu crescimento vertiginoso na mais recente pesquisa divulgada pelo Ibope no momento que acontecia a entrevista, Paulo Câmara, sem demonstrar surpresa, afirmou que isso já estava previsto em razão da visão proposta pelo guia eleitoral na TV e principalmente após a perda trágica do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, motivos que segundo ele, contribuíram para intensificar a curiosidade do eleitor em saber qual o candidato que Eduardo apoiava para a sua sucessão. 

Educação 

O candidato espera chegar a 2015 com 40 novas escolas e uma faculdade técnica em pleno funcionamento, ressaltando a falta de mão de obra qualificada que vem sendo um problema gritante em Pernambuco, prometendo que irá reverter este quadro. 
Quanto à qualidade do ensino, disse que provocará mudanças no tempo destinado ao ensino público, incentivando dentre outras ações a Escola Integral, onde deverá elevar a educação a um patamar de maior qualidade, abrangendo desde a educação infantil até ao ensino médio. Busca ainda ampliar o Projeto ‘Ganhe o Mundo’ para atingir diretamente 3000 (três mil) estudantes, além de revisar e melhorar a remuneração salarial dos professores da rede estadual. 

FEM Social 

Disposto em proporcionar uma maior integração entre as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado e as das prefeituras, o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara, instituirá, a partir de 2015, o FEM Social. A ferramenta - inspirada no Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), que destina recursos estaduais às gestões municipais para a realização de obras de infraestrutura – possibilitará que os serviços públicos funcionem com mais qualidade e alcancem um número maior de pernambucanos. A medida será gradativa, com um cronograma de implantação ao longo dos próximos quatro anos.

O FEM Social ajudará as prefeituras a desenvolverem iniciativas em áreas como educação, saúde, segurança, juventude e políticas de gênero, entre outras. O Governo comandará um estudo das demandas existentes nos municípios para poder ofertar parcerias específicas com cada um deles, melhorando, assim, a prestação de serviço local e a qualidade de vida da população beneficiada, resumiu.

Saúde 

“Saúde é um desafio diário”, sentenciou Paulo. Em tom de preocupação, garantiu que fará projetos inovadores que trarão melhorias à atenção básica, implantando o “Programa Medicamento em Casa”, onde deverá viabilizar uma logística de fornecimento doméstico dos medicamentos de rotinas àqueles que por algum motivo não podem se locomover até aos pontos de distribuição. Prometeu também que fará a construção de 06 novas UPAS especializadas, distribuídas nas cidades do interior, ressaltando que sua meta é chegar a 20 novas unidades, estimulando a contratação de mais 5 mil novos profissionais de Saúde, sendo que destes, 1.500 novos médicos, permitindo o devido funcionamento destas novas unidades de Saúde que haverá de construir. 

Mobilidade 

“A mobilidade tem se mostrado como problema constante e perturbador da paz da população”, reconhece Paulo. Ele frisou que deverá melhorar a mobilidade desenvolvendo em seu governo projetos de criação de corredores alternativos, a exemplo do Corredor Norte e Sul, seguindo ao longo da rodovia BR 101. “Ações que estimularão o Turismo e o desenvolvimento socioeconômico do litoral Norte de Pernambuco”, concluiu.


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